quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Saboreando as coisas do Sul....


 


Este é um prato muito famoso nos pagos do sul, nas fazendas quase sempre nas refeições tem uma costela de carneiro assada. Uns assam no forno assim como essa receita abaixo, enquanto outro assam na brasa com sal grosso e limão. De qualquer jeito é muito saboroso.


2kg de costela de cordeiro

Molho:
- 6 dentes de alho
- 1 cebola média
- 1 maço de hortelã
- 1/2 limão
- 2 xícaras de vinho branco seco
- alecrim
- sal a gosto
- pimenta do reino
- manjericão
Preparo
Coloque todos os ingredientes do molho no liquidificador e bata. Prove para ver se está bom de sal. Coloque a costela de cordeiro em um recipiente (que vai assar) e faça vários furos para que o tempero penetre bem.
Jogue metade do molho. Espalhe bem, dos dois lados da costela, coloque para assar com ossos para cima, a 250º. Conforme o molho for secando, vai regando com o molho aos poucos. Quando o lado dos ossos estiver dourado, é só virar e jogar o resto do molho e deixar dourar o outro lado.
Rendimento:
4 porções


Styling Design Paisagem Decoração









  Até a próxima...

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Jantar rustico regado a Papo de Anjo



Quase toque criança gaúcha lembra dessa sobremesa, o papo de anjo. Ela povoo minha infância, eu nunca fui muito fã, por que nunca gostei de nada que tivesse gosto de ovo, era a sobremesa chique da semana, minha mãe e a tia Nena do tio Pedrinho eram grandes admiradoras desse doce. 
Esse é um doce típico português, assim como a maioria dos doces a base de ovos, especificamente da gema. Entre os séculos 18 e 19, Portugal era o principal produtor de ovos da Europa (possivelmente do mundo). A maior parte de sua produção tinha destino certo, fornecer clara para utilização na atividade manufatureira. A clara era usada como purificador na fabricação de vinho branco e, principalmente, para engomar os ternos dos chiques e elegantes do mundo ocidental.
E com tanta clara sendo exportada, o que Portugal fazia com a gema, que excedia todos os anos, às toneladas? Inicialmente, jogava fora ou dava aos porcos. Nas fazendas e criações mantidas pela Igreja, nos mosteiros e, principalmente, nos conventos que se espalhavam às centenas no interior do país, a gema era a principal fonte de alimentação para as criações de porcos e outros animais, que por sua vez eram a principal fonte de alimentação de monges, freiras e aldeões das redondezas. Mas a gema disponível era tanta que ainda assim sobrava.
A quantidade de matéria prima – aliado à fartura do açúcar que vinha das colônias portuguesas – foi a inspiração inicial para o surgimento de experimentos doceiros à base da gema de ovos, realizados pelas cozinheiras dos conventos. Não por acaso, muitos nomes de doces portugueses são inspirados na fé católica, como a barriga de freira, o toucinho do céu, o papo-de-anjo, a fatia-de-bispo e o pão-de-ló, que homenageia Ló, sobrinho de Abraão, salvo por anjos de Gomorra, às vésperas da destruição da cidade pela ira de Deus.
O destino dos doces, mais do que a alimentação dos religiosos, era a venda nos vilarejos das redondezas. A renda de sua comercialização servia para fortalecer o orçamento dos conventos. Aos poucos, o ofício da confecção dos doces passou das freiras para as mulheres que, por diversas razões, eram criadas dentro dos conventos. Rapidamente, os doces de ovos passaram a ser fonte importante de renda em muitas vilas do interior de Portugal. E começaram a chamar atenção nas cidades maiores. Foram parar nos restaurantes de Lisboa, do Porto, de Setúbal, de Guimarães. E daí para o mundo.
Que tal uma sobremesa dos deuses, para abrilhantar nossa refeição.

Receita de Papo-de-Anjo

  Papo-de-Anjo

Ingredientes da Receita de Papo-de-Anjo

6 xícaras de açúcar
4 xícaras de água
1 colher (chá) de essência de baunilha
1 colher (chá) de fermento em pó
24 gemas
40 forminhas de (empada) de 5 cm de diâmetro e 2 cm de altura

Como Fazer Papo-de-Anjo

Modo de Preparo:
Unte as forminhas com manteiga e reserve.
Numa panela, coloque o açúcar, a água e a baunilha, leve ao fogo alto e cozinhe, mexendo, até dissolver o açúcar.
Pare de mexer, abaixe o fogo e deixe ferver até formar uma calda rala (cerca de 20 minutos). Reserve.
Na batedeira, bata as gemas com o fermento até obter uma mistura cremosa e leve (cerca de 30 minutos).
Aqueça o forno em temperatura média.
Distribua a mistura de gemas entre as forminhas enchendo até a borda. Asse até dobrarem de volume (não deixe dourar demais). Retire do forno.
Desenforme os papos-de-anjo e fure com um palito.
Coloque a calda numa compoteira. Mergulhe os papos-de-anjo na calda.
Deixe na geladeira até o momento de servir.










                                               Fonte de pesquisa:http://www.myhappyday.com.br/home/tag/casamentohttp://www.receitastipicas.com/receitas/papo-de-anjo.htmlhttp://artesanatododoce.wordpress.com/2008/06/11/a-origem-historica-do-papo-de-anjo/                                                 Até a próxima...

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Origem do bolo




O bolo de noiva se originou numa antiga tradição romana em que consistia em partir um pequeno pedaço de pão sobre a cabeça da noiva, a fim de lhe desejar fertilidade, mais pão do que bolo, geralmente tinha forma de pássaro e o noivo comia um pedaço antes de jogar o resto na noiva. Com isto, acreditava-se, ficava simbolizado o romper do hímen e o domínio do noivo sobre a noiva. Os convidados apanhavam as migalhas e dividiam-nas entre eles porque, dizia-se que davam sorte. Com o evoluir da forma do bolo, tornou-se impossível manter esta tradição.

Na época medieval, em Inglaterra, em vez de um bolo de pão havia vários bolos (doces) mais pequenos. Eram trazidos pelos convidados e empilhados uns em cima dos outros; cabia aos noivos tentarem beijar-se por cima da pilha. Se conseguissem seria um sinal de que teriam muitos filhos. Diz-se que assim surgiu o bolo de casamento em andares, como existe atualmente.
Mais tarde, no século XVII, surgiu a tarte da noiva que se tornou bastante popular no início do século XIX. Não era obrigatória nos casamentos, mas era muito comum nas cerimônias mais modestas. Era uma tarte com recheio de pão doce, ou de carne, como uma espécie de empada gigante. Lá dentro tinha um anel de vidro. A convidada que encontrasse o anel seria a próxima a casar.

No fim do século XIX, o bolo de casamento tornou-se usual. Chamava-se bolo da noiva, para mostrar que o mais importante no casamento era a noiva. No início, os bolos só tinham um andar, e eram, normalmente, de ameixa.
Mais tarde surgiram os bolos cobertos com açúcar refinado. Nesta época, os ingredientes não se encontravam facilmente, especialmente os da cobertura. Mas, uma cobertura branca significava que era feita do melhor açúcar. Assim, as famílias eram consideradas mais influentes, quanto mais branco fosse o bolo. Na época Vitoriana, esta cor passou a ter uma conotação simbólica: a da pureza e virgindade.

No século XVII, surgiu a ideia de que as convidadas deveriam pôr uma fatia de bolo debaixo da almofada antes de se deitarem. Dizia-se que assim sonhariam com o futuro marido. Mas, um século depois, a fatia ficou reduzida a migalhas (que deveriam ser passadas pela aliança da noiva), e, novamente, colocadas debaixo da almofada. Esta tradição quebrou-se quando as regras da cerimônia impuseram que a noiva não tirasse, fosse por que motivo fosse, a aliança depois da cerimônia religiosa.

Um costume que perdura até aos nossos dias, principalmente em algumas zonas do Reino Unido e América, é o de guardar o último andar do bolo, congelando-o, para comemorar o primeiro aniversário de casamento. Esta ideia surgiu no século XIX, numa altura em que era comum os filhos aparecerem pouco depois do casamento. Assim, o terceiro andar do bolo podia servir para o batizado.
Fonte:

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Sagu




Em minha infância era muito comum ter nos almoço de domingo, Sagu. Uma sobremesa muito conhecida aqui, feita com vinho tinto e uma bolinha branca feita de fécula de várias espécies de palmeiras, chamadas popularmente saguzeiros, especialmente a Metroxylon sagu e a Cycas revoluta, e que é utilizada como alimento básico no Extremo Oriente, feito a partir do amido processado encontrados no interior do tronco do dessas plantas. O saguzeiro costuma crescer muito rapidamente cerca de 1,5 m por ano, nas planícies e pântanos de água doce dos trópicos




Sagu ao vinho tinto
 
Ingredientes:1 xícara de sagu
4 xícaras de água
3 xícaras de vinho tinto
1 xícara de açúcar
1 pau de canela
4 cravos-da-índia 


 Modo de Preparo:


Coloque para ferver a água em uma panela. Assim que estiver fervendo, coloque o sagu e cozinhe em fogo baixo por cerca de 30 minutos misturando sempre para não grudar no fundo da panela. Em outra panela coloque o vinho, cravo e canela e ferva por 10 minutos. Despeje a mistura de vinho na panela com o sagu e cozinhe até que as bolinhas do sagu estejam transparentes. Se necessário, acrescente água fervente aos poucos. Assim que o sagu estiver cozido, acrescente o açúcar. Ferva por um minuto e retire do fogo. Sirva com creme de leite batido.



Sagu de vinho com creme

sagu
Descendente de italianos, essa sobremesa estava na minha mesa e continua na memória… Esta receite rende sobremesas para 7 pessoas.
SAGU DE VINHO COM CREMEIngredientes para o sagu250 gramas de sagu (você encontra em supermercados)
4 cravos
2 canelas em pau
400  ml de vinho tinto seco
400 ml de suco de uva sem açúcar
350 gramas de açúcar
raspas da casca de 1 laranja
Ingredientes para o creme1/2 colher de sobremesa de essência de baunilha
200 ml de leite (não use desnatado)
8 gemas
250 gramas de creme de leite fresco
120 gramas de açúcar
1 taça de licor de amêndoas
Como fazer o saguLave o sagu. Escorra deixando um pouco de água no fundo do recipiente e deixe nesta água até que comece a inchar. Leve ao fogo baixo com a água, os cravos e a canela, mexendo sempre. Quando começar a ficar transparente, adicione o vinho, o suco e o açúcar aos poucos. Ferva até tudo tornar-se transparente mas com as bolinhas de sagu ainda inteiras. Desligue e coloque a raspa da casca de laranja. Sirva frio com o creme por cima.
Como fazer o cremeMisture as gemas (já quebradas) com todos os outros ingredientes e leve ao banho-maria para cozinhar. Se necessário, mexa de vez em quando. Retire quando se tornar um creme levemente espesso.



http://www.myhappyday.com.br/home/tag/casament

                              Até a próxima...

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Ditados populares gaúchos 0002




Segue mais uns ditados populares. Essa é uma forma de chamar e brincar com algum fato do povo gaúco. 
  • abichornado... como
    - viúvo que se deu bem em casado
    - urubú em tronqueira (esperando um animal morto para alimentar-se e por isso está triste)
  • alegre / faceiro / feliz...
    - como lambari de sanga
    - que nem paisano a meia-guampa
    (paisano é expressão correntina e quer dizer patrício, amigo, camarada. Meia-guampa é expressão gauchesca, que significa ébrio. Alegre como camarada meio bêbado)

    - como pinto no lixo
    - como puta em dia de pagamento de quartel
    - como milico em dia de soldo
    - que nem ganso novo em taipa de açude
    - como pica-pau em tronqueira
    - como mosca em rolha de xarope
    - como guri de tirador novo
  • mais afiada ...
    - que língua de sogra
    - que navalha de barbeiro caprichoso
  • amarga ... 
    - como erva caúna (a palavra caúna é tupi e significa amarga; expressão de quem está desabafando suas dores)
  • mais amontoado...
    - que uva em cacho
  • mais ansioso...
    - que anão em comício
  • mais apagado...
    - que fogão de tapera
  • mais apertado... que
    - queijo em cincha
    - bombacha de fresco
    - rato em guampa











http://indulgy.com/post/iHvkn9Y8V1/vintage-white-pitcher-french-country-farmhous
http://www.etsy.com/listing/90914337/antique-wood-wagon-country-farm-house
http://tranquiltownhouse.blogspot.com.br/2010/06/top-10-pictures-from-week-24610.html

                             Até a próxima...

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Ditados populares gaúchos



Tão antigos quanto a humanidade, os adágios ou provérbios são formas primitivas de sabedoria popular. 

Os ditos gauchescos autênticos são uma constatação da experiência, uma forma prudente de aconselhar, de controlar maneiras de viver do povo gaúcho. 

  • Cavalo de borracho sabe onde o bolicho dá sombra.
  • Marido de parteira dorme do lado da parede.
  • Cavalo bom e homem valente a gente só conhece na chegada.
  • Quem faz o cavalo é o dono.
  • Mulher, arma e cavalo de andar, nada de emprestar.
  • Gaúcho macho não come mel, mastiga abelha.
  • Pata de galinha nunca matou pinto.
  • Cachorro que come ovelha uma vez, come sempre, só morto que se endireita.
  • Vaca de rodeio não tem touro certo.
  • Cada hombre, como o cavalo, tem o seu lado de montar.
  • Faca que não corta, pena que não escreve, amigo que não serve, que se perca pouco importa.
  • Ninguém é perfeito: só santo, e lugar de santo é no altar ou no céu, não neste mundo. Homem sem defeito não é bem homem
  • Onde se viu o cavalo do comissário perder a corrida?
  • Com esta corja, palavra não basta; ponta de faca e bala é que resolve.
  • Quando se pega na rabiça do arado, deve-se ir até o fim do rego.
  • Fala ao teu cavalo como se fosse gente.
  • Quando 'stiveres para embrabecer, conta três vezes os botões da tua roupa...
  • Quando falares com homem, olha-lhe para os olhos, quando falares com mulher, olha-lhe para a boca... e saberás como te haver...
  • Cavalo dado não se olha o pelo
  • Deus tira os dentes , mas alarga a goela
  • O diabo faz a panela , mas não faz a tampa
  • Quem joga e anda em égua não se aperta
  • Macaco velho não mete a mão em cumbuca
  • O sol é o poncho do pobre
  • Pau que nasce torto, morre torto
  • Gaúcho macho e grosso não come carne, rói osso!
  • Touro em campo estranho é vaca
  • Se faz de petiço pra comer milho sovado
  • Vaca de campo não tem touro certo
  • Beleza não me impressiona; conheço muito campo feio que dá boa aguada...
  • Montado na razão, não se precisa de espora
  • Quem muito se agacha se le vê logo o rabo
  • Boi que se atrasa bebe água suja
  • Guri que não teve gonorréia até os 15 anos é puto
  • Com quem veste saia - mulher, padre ou juiz - não se brinca
  • Vergonha é roubar e não poder carregar
  • Aquela moça é pior que coruja de banhado: vive pousando de pau em pau
  • Quem gosta de aglomerado é mosca em bicheira
  • Em mulher e cavalo novo não se mete a espora

http://www.paginadogaucho.com.br/fras/ada.htm




http://olivet.squarespace.com/olivet/2010/5/15/a-country-farmhouse.html
http://www.handmadespark.com/myspark/firstlightphoto/96283399/country-porch-swing-photograph-white-country-farm-house-shabby-chic-old-cottage-quaint-family
http://www.front-porch-ideas-and-more.com/country-farmhouse.html

                             Até a próxima...

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Doce de figo


Aqui no Sul temos a tradição do doce de figo. Se faz em compotas ou açucarados. Toda casa do interior tem um docinho de figo para oferecer a um visitante. 


INGREDIENTES:

2 kg de figos verdes; 10 xícaras (1,8 kg) de açúcar; 6 cravos-da-índia; 5 pedaços de canela;

MODO DE PREPARO:

1 -Lave bem os figos, escorra, faça um pequeno corte em cruz no fundo de cada um e elimine os cabinhos.

2 - Lave novamente os figos, coloque numa panela grande, cubra com água fria, leve ao fogo alto e deixe ferver. Cozinhe por cerca de 20 minutos ou até ficarem macios.

3 - Tire os figos do fogo, escorra bem e deixe esfriar. Coloque num saco plástico e deixe no freezer por cerca de 2 horas ou até ficarem congelados.

4 - Passe os figos em água corrente, esfregando-os um a um com as mãos para soltar a pele. Lave-os novamente e deixe escorrer bem.

5 - Enquanto isso, prepare a calda; numa panela grande coloque 2 litros de água, o açúcar, os cravos e a canela, leve ao fogo alto e, mexendo sempre, deixe começar a ferver. Pare de mexer e cozinhe até a cada ficar em ponto de fio grosso.

6 - Acrescente os figos, deixe ferver e cozinhe por cerca de 30 minutos. Tire do fogo e deixe esfriar na calda até o dia seguinte.

7 - Coloque novamente no fogo e, assim que ferver, cozinhe por mais 30 minutos. Tire do fogo e deixe esfriar. Prove um figo; se estiver macio e saboroso, o doce estará pronto, se não, deixe na calda até o dia seguinte e repita a operação mais uma vez. Depois de frio, coloque o doce numa compoteira e sirva.

RENDIMENTO: 12 porções




                       Até a próxima...