quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Poeta Gaúcho




Apparício Silva Rillo foi um poeta, folclorista e escritor brasileiro. Apesar de nascido em Porto Alegre, fixou residência em São Borja. Publicou artigos e ensaios na imprensa, livros de contos e de poesia e peças de teatro. Foi um homem a frente do seu tempo, soube colocar nas suas narrativas, usando o ficcional como cortina, fatores de ordem histórico-sociais e econômicos, seus temas também eram alicerçados nesses fatores.




Poesia: Desafio

Há um potro dentro de mim, pedindo cancha.
Sinto-lhe o bater do coração inquieto
como um tambor a rufar em véspera de peleia braba.

No meu olhar o seu olhar de fogo se confunde
na ânsia de devassar a vastidão de todos os caminhos
que os seus cascos de bronze e asas não pisaram.

Potro de sangue ancestral,
telúrico em seu ímpeto selvagem,
maior porque contido no seu lance
como um cartucho que sente o gatilho pronto para o tiro.

Tudo o que fica além de meu passo de nômade prisioneiro,
tudo o que não alcança o meu braço de músculos dormidos,
tudo o que meu olhar não pressente na distância
- isso tudo a chamá-lo,
tudo a chamá-lo
como um toque de cincerro no silêncio da noite.

Seus ouvidos de animal selvagem
são sensíveis ao apelo da distância,
ao apelo da noite,
ao grito dos que rompem cancelas e aramados
para abrir a golpes de audácia o seu caminho de aventuras.

Há um potro dentro de mim, pedindo cancha...

No laço de chegada,
que fica sempre além,
e ainda mais além,
e sol não se põe nunca,
para vestir de ouro os que tiveram pata
para engolir todo o estirão da raia
que é um desafio de léguas pela frente.

Mas como custa arrebentar o laço
do andarível de partida desta cancha!



:-)

Log Cabin Prims...counter cupboard, old crock & candleholder.

THE KEEPINGROOM
Primitive cupboard with great knob

ali allen

⭐

Barn & Tractor #provestra

Tenha um ótimo dia.

 Anajá Schmitz

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Rio Grande do sul


Ser gaúcho é uma dádiva, viver nessa terra de guerreiros por natureza não tem coisa igual. Dizem que o sol nasce para todos, mas parece que ele brilha com mais vontade em nossas terras com lindos campos verdes. Saborear o churrasco de domingo e tomar um amargo chimarrão só pode ser coisa dos céus. Rio Grande Do Sul, terra de lindas mulheres e homens maravilhosos. Lugar de pessoas hospitaleiras que sempre recebem bem quem aqui vem nos visitar e acolhe com carinho aqueles que resolvem ficar pelos pagos gaúchos daqui fazendo sua morada. Nossa cultura açoriana, o trabalho de tecelagem em lã, o traje tipicamente gaúcho, a bravura de homens e mulheres que são guerreiros por natureza, os casarios açorianos, isso e muito mais você encontra aqui em nossa terra. Claro, eu não poderia deixar de citar o futebol gaúcho neh, que é muito bem representado pelos times Internacional e Grêmio. Mesmo sendo torcedora fanática do Inter, colorada de coração, perna, joelho, braço, nariz... Reconhecer que são dois gigantes e dão seus respectivos shows quando estão em campo. Parabéns ao nosso RS e a todos os gaúchos e gaúchas, afinal, “povo que não tem virtude acaba por ser escravo” e que “Sirvam nossas façanhas de modelo a toda Terra”

Franciane Costa


Berber Bag - ZAABOULA - Rif Mountain, Bắc Ma-rốc

Yoruba diviner's bag; Nigeria
Bucket Bag by Made for Pearl. Stop it. Fringe heaven!

☆

cool bag
.

fringed bag

Bag

IMG_1815.JPG Early Firkin Tattered N Torn primitives

IMG_1746.JPG  Tattered N Torn Primitives

Tenha um ótimo dia.

 Anajá Schmitz

quinta-feira, 31 de julho de 2014

O rei e suas quatro esposas


Um rei que tinha quatro esposas. Ele amava demais a quarta esposa, e dava a ela joias, roupas caras, tudo do bom e do melhor. 
Mas ele também amava muito sua terceira esposa e gostava de mostrá-la aos reinados vizinhos. 
Mas ele tinha medo que um dia, ela o deixasse por outro rei. 
Ele também amava sua segunda esposa, que era sua confidente, era amorosa e paciente. Todas as vezes que o rei tinha que enfrentar um problema, confiava nela para atravessar esses tempos de dificuldade.
A primeira esposa era uma parceira muito fiel e fazia tudo o que estava ao seu alcance para manter o rei muito rico e poderoso. Mas o rei não a amava e agia como se nem soubesse de sua existência. 
Um dia, o rei ficou muito doente e percebeu que seu fim estava próximo. Então ficou pensando em toda a luxúria da sua vida e concluiu:
- É agora eu tenho quatro esposas comigo, mas quando eu morrer, com quantas poderei contar?
Então chamou a quarta esposa e falou:
- E u te amei tanto, querida, te cobri das mais caras roupas e jóias.
Mostrei o quanto eu te amava cuidando bem de você. Agora que eu estou morrendo, você é capaz de morrer comigo, para não me deixar sozinho?
A quarta esposa respondeu:
- De jeito nenhum! – disse isso e saiu do quarto sem sequer olhar para trás.
A resposta dela cortou o coração do rei como se fosse uma faca afiada.
Então chamou a terceira esposa e falou:
- Eu também te amei muito a vida inteira. Agora que eu estou morrendo,
você é capaz de morrer comigo, para não me deixar sozinho?
A terceira esposa respondeu:
- Não!!! A vida é boa demais. Quando você morrer, eu vou é casar de novo!
O coração do rei quase parou de tanta dor que sentiu ao ouvir as palavras da terceira esposa. E chamou a segunda esposa e falou:
- Eu sempre recorri a você quando precisei de ajuda, e você sempre esteve ao meu lado. Quando eu morrer, você será capaz de morrer comigo, para me fazer companhia ?
A segunda esposa falou:
- Sinto muito, mas desta vez eu não posso fazer o que me pede! O máximo que posso fazer é enterrar você !
Essa resposta veio como um trovão na cabeça do rei, e mais uma vez ele ficou arrasado.
Nesse momento, o rei ouviu uma voz que disse:
- Eu partirei com você e o seguirei por onde for.
O rei levantou os olhos e viu sua primeira esposa, a única que ele não amava, e estava tão magrinha, mal nutrida, sofrida...
Arrependido o rei falou:
- Eu deveria ter cuidado muito melhor de você enquanto eu ainda podia...

LIÇÃO DE VIDA:
Na verdade,  as “ quatro esposas ” nas nossas vidas são:
A  quarta esposa é o nosso corpo.
Apesar de todos os esforços que fazemos para manter nosso corpo saudável e bonito, ele nos deixará quando morrermos.
A terceira esposa são os nossos bens materiais. Quando morremos, tudo isso vai para os outros.
A  segunda esposa são nossa família e nossos amigos. Apesar de nos amarem muito e estarem sempre nos apoiando, o máximo que eles podem fazer é nos enterrar.
E  a primeira esposa é a nossa ALMA, muitas vezes deixada de lado por perseguirmos, durante a vida toda, a Riqueza, o Poder e os Prazeres do nosso Ego.
Nossa Alma é a única coisa que sempre estará conosco.

Cultive... Fortaleça... Abençoe... Enriqueça... sua Alma, agora!!! É o maior presente que você pode dar ao mundo... e a si mesmo. Deixe a sua alma brilhar!!! 







                       Até a próxima.

sexta-feira, 5 de julho de 2013

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Cosas que o gaúcho aprecia....


Bom dia!
O gaúcho gosta muito de estar rodeado de coisas que lembra o contato com a terra e também o amor a família. Neste blog Las cositas de Beach  & eau, as imagens de hoje lembra muito tudo isso.
Me veio a memória a musica Guri de Cesar Passarinho que fala:


"Das roupas velhas do pai queria que a mãe fizesse
Uma mala de garupa e uma bombacha e me desse
Queria boinas e alpargatas e um cachorro companheiro
Pra me ajudar a botar as vacas no meu petiço sogueiro







                
                    Até a próxima.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Apenas comemorar




Natal Galponeiro

Jayme Caetano Braun

A cuia do chimarrão,
É o cálice do ritual,
E o galpão é a Catedral
Maior da terra pampeana,
Que de luzes se engalana,
Para esperar o NATAL.
A cuia aquece na palma
Da mão da indiada campeira,
Dentro da sua maneira,
Rezando e chairando a alma,
Para recuperar a calma,
Que fugiu do mundo inteiro.
Enquanto o estrelão viajeiro,
Já vem rasgando caminho,
para anunciar o "Piazinho",
A Virgem e o Carpinteiro.
Em nome do Pai,
- Do Filho e do Espírito Santo,
É o chimarrão que levanto,
E o vento faz estribilho,
A prece do andarilho,
Ao Piazito Salvador,
Filho de Nosso Senhor,
Do Espírito e do Pai,
De volta a terra aonde vai,
Falar de novo em amor!
.................................
http://letras.mus.br/jayme-caetano-braun/819324/











Ooey pegajosos.  Brie não tinha a menor chance contra o calor Manila.



http://my.lifestyleasia.com/features/wine-and-dine/kuala-lumpur-bite-size-deals-christmas-edition-10254
http://cozinhadajanita.blogspot.com.br/2011/11/no-natal-decorar-mesa-e-essencial.html

                       Até a próxima.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Poesia e canção




Canto aos Avós
(Apparicio Silva Rillo)
Os avós eram de carne e osso.
Tomavam mate, comiam carne com farinha,
campereavam.
Sopravam a chama dos lampiões, dormiam cedo.

Os avós tinham braços e pernas e cabeça
(olhai os seus retratos nas molduras).
Laçavam de todo o laço, amanuseavam potros,
fumavam grossos palheiros de bom fumo
e amavam seus cavalos que rompiam ventos
e bandeavam arroios como um barco ágil.

Usavam lenços sob a barba espessa
e o barbicacho lhes prendia ao queixo
sombreiros negros para a chuva e sóis.
Palas de seda para as soalheiras,
ponchos de lá quando a invernia vinha.

Tinham impérios de flechilha e trevo
e famílias de bois no seu império.
E eram marcas de fogo os seus brasões.

Charlavam de potreadas e mulheres,
de episódios de adaga contra adaga,
do tempo, das doenças, das mercâncias
de gado gordo para os saladeiros.

Tinham homens a seu mando, os avós.
No quartel rude dos galpões campeiros
- enseivados de mate e carne gorda -
os empíricos soldados madrugavam
na luz das labaredas de espinilho
que era sempre o primeiro sol de cada dia.

Honravam os avós a cor dos lenços:
- a seda branca dos republicanos,
o colorado dos federalistas.
E morriam por eles, se preciso,
- coronéis de milícias bombachudas
acordando tambores nos varzedos
no bate casco das cavalarias.

Nas largas camas de cambraias alvas
vestindo o corpo da mulher mocita,
juntavam carnes no silêncio escuro
pautado por suspiros que morriam
no contraponto musical dos grilos...

Os avós eram de carne e osso.
Tinham braços e pernas e cabeça,
artérias, nervos, coração e alma.

Humanos como nós, os velhos tauras,
mas de bronze e de ferro nos parecem
esses campeiros que fizeram história.
Estátuas vivas de perenidade
nos pedestais do tempo e da memória.








http://frasesgauchas.blogspot.com.br/2012/08/blog-post.html
https://sites.google.com/site/orgulhodesergaucho2009/poesias


  Até a próxima.